terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Vivemos para morrer.

Isso para alguns pode até parecer o cumulo da estupidez, mas para mim não é. Acordo todos os dia e me pergunto, porque nós temos uma luta constante por mais e mais se num  fim próximo vamos todos para um buraco fúnebre, corremos todos os dias para mais perto da morte e ela nos abre os braços. Afinal de contas qual a logica da vida, se houver um bom entendedor por favor me explique, pois ainda não sei... Esse papo de cresce, reproduz e morre sinto em informa, não é pra mim. Não é que eu seja tão egoísta a ponto de não querer morrer, é só que eu tô ficando cansada de lutar e lutar, e saber que no fim isso não vai me servir para nada e como todos os outros EU vou para o buraco e não eu não me importo com isso. Sabe, é que eu queria ter certeza de que o que eu faço e pelo que eu estou lutando vai valer a pena, pois dessa forma vai ter alguma importância. No entanto eu não falo da morte propriamente dita, falo dos nossos sonhos que há cada dia morrem mais um pouco e como diz Caetano "Vida sem utopia, não entendo que exista"  e chega a um ponto que mesmo vivos estamos mortos de tanto a vida nos matar.


-Bárbara Pessoa

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Socorro.

 O mundo está envelhecendo. Os circuitos neuroniais da humanidade estão padronizados, chegaram ao ponto de não conseguir mais olhar as coisas de outra maneira, para tudo se tem uma forma, para tudo se tem uma regra. Todos sabem de tudo, e ao mesmo tempo, ninguém sabe de nada.
 Nietzsche, meu caro amigo, você pode me ajudar? Estou em desespero. Dizem que estou louca... Dizem que sou louca. Eles não conseguem mais ouvir a música e resolveram rir da minha dança.
 Talvez estejam precisando de um choque desconsertante para quebrar esse conserto monótono que é a vida.

Egyle Hannah/ 11 de Dezembro de 2013

sábado, 7 de dezembro de 2013

Pensamentos não tão bobos assim.

 Ao reler meu primeiro livro encontrei a seguinte pergunta: Quando você pensa às vezes não parece ser um idiota?
 Comecei a relembrar as vezes que eu tinha tido pensamentos bobos que me fizeram sorrir, e até mesmo gargalhar sem mais, nem menos. E percebi que, geralmente, esses pensamentos me fazem parecer uma idiota. Pelo menos no mundo em que estamos vivendo, numa sociedade totalmente capitalista, onde o dinheiro é a fonte do poder e não há mais tempo para as pequenas coisas da vida, vivemos em busca de tudo, de adquirir até mesmo o impossível, menos de aproveitar o que é belo e nos torna realizados, arrodeados de ignorância, preconceito, desigualdades sociais... Estamos num mundo de cão (Posso usar esse termo? Ultimamente tudo é politicamente incorreto...), o mundo do salve-se quem puder. Vivemos em prisões, seja dentro de nossas casas ou dentro das nossas mentes, tudo se transformou em uma verdadeira selva. 
 O filósofo inglês, Thomas Hobes, dizia que “o homem é o lobo do homem”, ou seja, no estado natural, todos se opõem contra todos, a lei é a dos mais fortes e o restante será subjugado à força, sem direitos e com o ônus de produzir a subsistência dos mandantes.  Acredito que seja exatamente o que estamos vivendo hoje, e... Meu Deus, Zeus, Alá, Gandhi, sei lá... Eu não quero viver assim, sem ar.
 Volto a pensar sobre  a pergunta inicial e chego a conclusão que quando penso sou, realmente, uma completa idiota. Não fico triste com essa ideia, afinal, idiotas são felizes.








Egyle Hannah/ 07 de dezembro de 2013.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Escrever



E já dizia Cazuza "Escrevo para não falar sozinho", é bem verdade, as folhas do meu caderno as vezes ousam a me compreender melhor que as próprias paredes do meu quarto, acho que até ela as vezes me ignoram. Talvez seja meu conflito interno que confunde o mundo e até eu mesma me perco nesse emaranhado. Mas na verdade eu escrevo pra liberta a minha alma com palavras que não foram ditas por motivos estranhos e até mesmo cortantes. Em cada letra é como liberar o sorriso ou o choro sufocado, as palavras me alimentam e dão sustento ao meu corpo para que eu viva ou até mesmo sobreviva, dão a sensação de alivio que a água gelada dá no corpo após um dia extenuante, lava a fadiga a dor no peito e escorre pelo ralo. 


- Bárbara Pessoa.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Risos mortos

 Trancada em seu quarto, ao som de um jazz, ela dança. Dança para o mundo, mas não para um mundo qualquer, ela mostra seus passos loucos para uma platéia que vem de longe, para um público espetacular. De onde eles vêm, as pessoas acreditam e lutam pelo que querem, flutuam sobre as nuvens, mergulham no oceano da felicidade... Felicidade? Essa coisa existe? Ah, existe sim! Não aqui, se você for procura-la em meio a onde vivemos, nada encontrará, mas naquele lugar, ela está em tudo, nos rostos, nos corpos, no vento... 
 Naquela noite ela se fez dançarina, mas até onde lembrava, ela não sabia dançar... Ah, moça sonhadora que se perdeu em seus passos por medo de continuar sonhando, o que houve com você? Estavas indo bem, até que duvidastes de si, não o faça mais, vai lá, volta pro palco, ele te chama!
 Pequena bailarina com ritmos de sentimentos, vejo que as pessoas carecem de seus risos e sorrisos.
 E parou em frente ao espelho do seu camarim, olhou para si, feliz por estar agradando aos seus espectadores e deu-se conta da realidade, nada que ali estava, de fato existia.
 Desmoronou, não ouvia mais os risos de antes, todos estavam desaparecendo um a um, seus pés já não tocavam mais o chão, como se nem a gravidade a quisesse ali... Sempre foi uma grande sonhadora, em meio a seus sonhos, tudo sempre acabava em cinzas, daquela vez não fora diferente.
 Deitada no chão de seu quarto, ao som de um jazz, ela acorda, se levanta, desliga o som, olha pela sua janela... Respira. Lágrimas. Como não havia mais nada a ser feito, volta para sua monótona rotina.
Egyle Hannah/ 23 de outubro de 2013

domingo, 20 de outubro de 2013

Ao som dos pássaros.

 Sentada na grama observando a aurora, ao som dos pássaros... Ah, os pássaros! Você já ouviu as suas canções? Melodias maravilhosamente incompreensíveis. Me atrevo a tentar decifrar o que eles querem dizer, tarefa vã, nunca entro em um acordo com as letras daquelas canções, as minhas conclusões finais sempre dependem muito do meu humor. Isso me faz pensar que eles cantam propositalmente assim, para que a compreensão seja semelhante ao nosso estado emocional, e não é que dá certo?
 A cada começo de dia, sorrio. A cada fim de tarde, choro. Ontem, por exemplo, ouvi-os cantarem saudade, senti o lamento de um pássaro que perdeu alguém que não irá mais voltar, ou que pode até voltar, mas mesmo assim a ausência faz falta.
 Ah, meu amor! Você pode escutar essa canção? Sinta comigo esse doce apelo para que tu voltes... Sei que não fosses por completo, mas ouça-me, meu amor... Quando você se vai, os pássaros cantam tristeza. Quando estás aqui, eles cantam alegria. E, ultimamente, as única melodias que tenho ouvido são as suas. Venha para mim, faça-me escutar belas canções.

 Sentada sobre a grama observando a aurora, eu dormi e sonhei que eles cantariam felicidade, e que estavas aqui. Agora peço-te: meu amor, dança comigo essa canção?



Egyle Hannah/ 20 de outubro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Peito fechado.



Sempre sonhei acordado;
De olhos abertos e peito fechado;
Nunca fui quem quis ser;
Dediquei minha vida a te repelir e a não te querer.

Vida essa que agora se vai;
Num poema sem rima, eu descanso minha paz;
Numa noite sem estrelas ou em um dia nublado;
Eu só desejo agora dormi sossegado. 



- Bárbara Pessoa.

sábado, 7 de setembro de 2013

Questionar a vida!


 Sempre achei tão apaixonante o jeito das pessoas de enxerga o mundo, algumas de modo sutil, outras de modo mais louco e até mesmo meio desvairado. Nunca vive meu mundo de modo escancarado, nunca nem achei ao menos o meu mundo interessante, nunca sonhei de verdade, nunca fui eu mesma, nunca me encontrei e nunca descobri quem sou eu. Vivo entre oque gostaria de ser e oque hoje sou... Mais acho que as pessoas ao menos uma vez na vida deveriam se questionar, sobre sua existência e também sobre suas escolhas, olhar para trás e questionar-se sobre oque hoje são, oque fizeram ou oque deixaram de fazer.




-Bárbara Pessoa.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Tempestade.

 Hoje o dia amanheceu nublado, e junto com ele, meus sentimentos também se tornaram tempestades. Tudo que aqui dentro antes era Sol, se tornou chuva. Minha temperatura interna está abaixo de 0°C, meu interior recebeu um dilúvio inesperado, e eu não tenho mais esperanças de que as coisas voltem ao normal, o caos está dominante demais para que tal coisa aconteça.
 Cidades de emoções estão alagadas, casas de alegria foram destruídas, pessoas de esperanças morreram afogadas, árvores do bom humor foram levadas pelas correntezas do rio da tristeza que invadiu a cidade, pássaros do medo estão espalhados por ela ferindo todo ser que ainda se encontra intacto.
 Tudo está completamente destruído, e eu ainda ouço em minha mente pavorosos gritos de socorro. Vi minhas própria cidade ser destruída e nada fiz para impedir... Talvez se eu tivesse aberto o guarda-chuva da coragem, creio eu que isso não teria acontecido.
 Tarde demais, agora só me restam as cinzas de tudo que um dia eu cheguei a ter.

Egyle Hannah/ 04 de Setembro de 2013.

sábado, 17 de agosto de 2013

Tic-Tac.

 Tempo, ah, tempo! Por que és tão misterioso? Marco seus segundos mas não o vejo passar, perco a noção de seus anos mas eu o vejo marcar cada nova curva que tu formas em meu corpo ou cada ruga que me pregas. És o meu aliado mais esguio meu inimigo implacável corro contra ti quase que o tempo todo, faço de tudo morro por tudo mas só morro por tu. Me sufocas e me liberta, leva para longe de mim os meus melhores momentos que estão a cem metros, trás para mim os meus piores momentos a cem quilômetros, só tu és o meu refugio o meu conforto de que logo me trará de volta quem só o tempo me levou. Só tu és o meu cárcere a minha angustia de me levar quem só o tempo me trará. Corro para ti, fujo somente de ti mas tu me puxas de volta para o teu lado, andamos lado a lado.
 Vivo com tempo, vivo sem tempo, vivo com o tempo, vivo por um tempo. Me impressiono quando penso em meu tempo de criança quando dias passavam como semanas e o tempo não parecia ter fim. Me impressiono quando penso em meu tempo de "adulta" quando meses passam como dias e o tempo sempre está para ter fim. Tempo, te odeio e te amo e sei que é recíproco já que me demonstra seus mais terríveis sentimentos com a minha dor, a dor de se perder em seu tempo quem se ama, quem só ficou na doce lembrança de quem me jogastes para tão longe mas tu me amas a todo tempo em que me dar mais tempo aos meus amores aos meus momentos mas tu és ciumento tu não me larga, tu não me entregas a ninguém e me deixa só, perambulando por caminhos de seus ponteiros, me guiando pelo tic-tac de seus tempos.
 Ó Deus tempo, só me entregas a tua mais sincera irmã do nada, quando o seu tempo já deveras esgotado me leva para o nada a utopia do silêncio e não serei mais guiada por seus ponteiros, aliás que ponteiros? Que tic-tacs? Que solidão? Não haverá mais nada, serei guiada, ouvida e acompanhada pelo nada. Mas tempo? quando tudo isso do nada ainda não tiver chegado, Como conviver somente ao seu tempo?
*Texto escrito e enviado por Monara Carla/ 17 de agosto de 2013.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Verdade nos olhos.

 Logo eu que me assegurei que não mais me envolveria em complicações sem explicações, me permiti ser hipnotizada pelos encantos  daqueles olhos. Ah, que olhos! Aqueles olhos claros e ao mesmo tempo, obscuros. Eles permitem-se serem evidentes e ao mesmo tempo, misteriosos. São estruturados por um misto de emoções antônimas, pariforme ao ser que os possuem. São brisas que passam por nós nos acariciando e acalmando-nos em um dia agitado, outrora são tempestades que nos arrancam qualquer vestígio de felicidade; Aqueles olhos, aqueles doces-salgados olhos podem ser também o Sol surgindo naquele dia de chuva em que já não tínhamos mais esperanças de poder sair de casa, mas os mesmos conseguem ser, quase que ao mesmo tempo, aquelas nuvens que impetuosamente trancam o céu e te impedem de pôr os pés na calçada; Pensas que estás livre dessas perplexidades de emoções que eles podem transmitir? Estás enganado, pois ainda que chegássemos a pensar que tudo estaria resolvido eles se tornariam milhões de estrelas brilhando na escuridão do céu, e, segundos depois, essas estrelas desapareceriam, dando lugar a uma ampla escuridão. 
 Logo eu que me assegurei que não mais me envolveria em explicações  sem complicações, estou inteiramente envolvida com um poema difícil de se entender. Posso compara-lo também com uma equação cuja a reposta é uma incógnita. Mas ora, vejam só! Como se não bastasse as complicações das minhas bizarrices, arrumei alguém ainda mais bizarro do que eu. 


Egyle Hannah/ 16 de agosto de 2013.

O tagarelar do silêncio.

 Lembro-me de tudo como se fosse hoje, era uma noite misteriosa, fria e silenciosa, e como boa louca que sou, tenho minhas manias de querer dialogar com o desconhecido, algumas vezes por aprendizado, outras, por pura ousadia... Para mim, não há nada mais desconhecido que os sobressaltos que podem ser encontrados dentro do silêncio de uma noite que, apesar de sombria e nublada, estava perto de ser uma das noites mais atordoantes da minha vida.
 Naquela noite, falei para o silêncio sobre as dores que me estilhaçavam por dentro, falei da vida, dos sorrisos que deixei passar, dos amores que deixei de amar, falei também sobre as melodias doces que deixei de ouvir, lembranças de arrependimentos. Coisas que vi deslisando por entre os meus dedos e nada fiz para impedir que elas partissem, coloquei o orgulho acima de tudo, me ilhei dentro do meu próprio ser, construí muralharas em torno de meu coração, fiz dos meus sentimentos estátuas, para que pudesse senti-los mas não pudesse demonstra-los. Tempos depois, só me restou arrependimento e memórias que poderia ter tido, mas não tive por medo de me entregar. Ah, doce engano esse de que podemos viver sem alguém, sempre achei que pudêssemos, que ingenuidade! Toda essa proeminência para no fim o silêncio me revelar que esse tempo todo que passei tentando me proteger, foi em vão, pois na verdade eu só estava criando ainda mais cicatrizes dentro de mim, todo esse tempo mentindo para si, fingindo ser feliz, para depois vir a descobrir que só posso ser feliz se eu  me propiciar à ser.
 Com ele descobri que de nada adianta tentar esconder os sentimentos que transcorrem dentro de mim, pois, de todo modo, chegará um momento em que não aguentarei abrigar tantas estátuas petrificadas e racharei. 
 Naquela noite nublada, sombria e tudo mais, ele olhou nos meus olhos e disse "Torna-te mais sensível, menina. Não se constrói castelos com corações de pedra ." e foi assim que decidi me libertar.
Egyle Hannah/ 16 de agosto de 2013.

sábado, 3 de agosto de 2013

Intolerância religiosa.

SECULO XXI 


      Fico abismada como as pessoas podem ser tão ignorantes e leigas. Estava olhando as postagens e me deparo com isso: "O presidente lá da associação brasileira de "doidos e pessoas de pouca fé" (ATEA)". Eu sinceramente não me lembro de sair por aí chamando os crentes de loucos, porque na verdade até onde sei o Brasil é um estado laico e eu tenho o pleno direito de cultua o deus que eu bem entender, ou o contrario não cultuar nenhum. Porém vejo essa manifestação um tanto quanto preconceituosa e sinto-me descriminada já que me encaixo no contexto.

       Acho deplorável a maneira de pensar dessa pessoa, eu acho que gente assim (Se é que isso é gente.), que pensa de modo arcaico não esta preparada para conviver com a sociedade atual, na qual não existe apenas diversidade religiosa, mais também sexual e de raças. Vale ressaltar que essas pessoas reclamam que estamos descriminando sua crença, mas fazem ofensas aos demais que não acreditam no mesmo. Chamar o outro de louco por não pensar como você e depois pedir respeito, o cúmulo da hipocrisia, pessoas cegas que não se dão nem ao trabalho de pensar com a própria cabeça e ainda acham que sua verdade é única, absoluta e superior. O mais engraçado é que ainda existem pessoas incapazes de entender o que é liberdade de crença. Lembrem-se, o seus direitos são os meus direitos.

       Deve-se salientar que Julgar uma pessoa pelo que ela acredita ou deixa de acreditar é uma estupidez sem tamanhos, pessoas assim deveriam ao menos procurar bons argumentos para serem utilizados, dialogar por achismo qualquer um consegue, mas só conseguimos convencer o próximo através de ideais e não de ofensas.



- Bárbara Pessoa & Egyle Hannah.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Crescendo e "evoluindo".

Crescer e “evoluir”.  Eu particularmente acho uma coisa excepcional, porque a cada dia que passa você vai perdendo um pedacinho de si, cada dia que passa uma coisa muda, a cada dia envelhecemos e amadurecemos mais (Porém isso não acontece sempre, nem com todo mundo.) e a cada dia sofremos um diversificação de nos mesmos. 
Lembro-me quando era criança e tinha medo do escuro, dos monstros, do silencio e da solidão. Com o passar do tempo eu pude perceber que meu medo não era propriamente do escuro, mas sim do que ele poderia “trazer”. Mas agora que eu cresci meus “mostro” são outros, não tenho mais medo do escuro, mas receio das suas consequências e com o passar do tempo notei  que o silencio e a solidão não são inimigos e sim aliados e por fim pude compreender que eles são as melhores companhias.


"Crescer não é evoluir, crescer é ficar maior. Evoluir é ficar melhor"                        - Um alguém. 

-Bárbara Pessoa.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Você não pode se apegar à memórias.


 Lembrar de coisas boas que nos aconteceram, pensar nos obstáculos que vencemos, ter saudades de pessoas, de lugares que conhecemos e ficaram para trás é realmente ótimo. Contudo, seguir  em frente, conhecer novas pessoas, novos lugares e descobrir coisas novas... É melhor ainda! 
 Nossa mente é, particularmente, viciada no passado, porque o mesmo, geralmente, dá-lhe um sentido de identidade. Porém, apegar-se a seu passado vai garantir que o seu futuro carregue a mesma "essência", e sua vida parecerá estar se movendo em círculos sem nada de novo, interessante ou criativo. Infelizmente, a maioria das pessoas não entendem que a vida é movimento, e sua direção é para frente, remoer coisas que já aconteceram só vai te aprisionar a uma realidade inerte do mundo, sem pesar e sem razão, se apegar demasiadamente ao passado é viver o que já não necessita mais ser  vivido..."Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário...Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver." disse Fernando Pessoa em um de seus textos.  
 O velho tem que dar espaço pro novo acontecer, e nesse guarda-roupa da vida só quem pode fazer a faxina é você. Acumular tralhas não vai te levar a lugar algum, é necessário desapegar-se do que não é mais imprescindível, desapegar-se daquilo que foi bom mas que já não é mais tão bom assim; desapegar-se de quem quer partir e precisamos deixar ir, desapegar-se de uma dor, de um sofrimento, de uma tristeza que corrói a alma, desapegar-se dos muros do passado, desapegar-se do apego que o outro possui em relação a você... Não estou dizendo que tens que jogar teu passado no lixo, só que deves dar uma vasculhada nele e se livrar das coisas que já não possuem mais valor algum, te pedir para esquecer-lo completamente seria burrice, até porque são as coisas, os lugares, as pessoas e as memórias desse passado que formaram o nosso presente, mas isso não significa que não possamos dar uma renovada nele. A vida é composta por um momento chamado hoje, o passado não pode voltar e o futuro, bom, desculpe-me te desapontar mas o futuro nunca chega.
 Sinta-se livre para largar seus fantasmas, ficar parado esperando as coisas caírem do céu não resolve nenhum tipo de problema, coloque seu mundo em movimento, quebre as correntes do passado que te aprisionam nele, o futuro se faz do agora. Viva!



Egyle Hannah/ 30 de julho de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O texto fala mais que muita coisa.

"Sabe Tomi, você pode escolher um lindo vestido,
seus sapatos, uma bolsa que combine. Pode ir ao shopping e
comprar uma infinidade de roupas e esmaltes de cores
diferentes que nunca vai usar. Você pode escolher sair ou ficar
em casa. Ir à praia com suas amigas. Comer chocolate
escondida numa noite de terça, depois de começar um regime
na segunda. Pode escolher enganar a si mesmo afirmando que
está bem, mas ficar no quarto vendo comédias românticas e se
entupindo de sorvete enquanto chora decidida a ser mais
determinada na próxima semana. Você escolhe tudo, menos o
amor. Não interessa a forma como o amor baterá a sua porta,
ele não será educado. Entrará na sua vida e se instalará na sua
casa, esteja ou não preparada para ele, e acredite, o amor não
distingue gêneros, apenas invade seu coração. Cuide dele e ele
cuidará de você, enfrentará todo e qualquer obstáculo com o
único intuito de fazê-lo feliz. Agora, se você negá-lo, ele o
negará. Permanecerá ali, mas não o ajudará. Ele será como
uma criança birrenta. Fará suas travessuras, baterá os pés no
chão e cruzará os braços com lágrimas no rosto e os olhos
vermelhos: eu quero, eu quero, e eu quero. Odeio você. Ele
conhecerá suas fraquezas. E não se engane, pois o amor é
egoísta quando quer. Quando ele bateu à minha porta, veio na
forma que eu jamais esperaria, não apenas como outra mulher,
o amor estava personificado na minha melhor amiga, mas não
tive dúvidas, eu o acolhi e cuidei dele, e ele de mim."

- Uma Noite e Seis Semanas (Tiago Morine, paginas: 34 e 35.).

Pressa de viver.

É engraçado como o tempo passa, passa como as ondas no mar, elas se vão, vão, vão... Mas o mais incrível é que elas sempre se renovam e voltam. É elas voltam, mas o tempo perdido não volta mais, perdemos tanto tempo com coisas, desejos e pessoas que não valem a pena a perda de tempo. Nós passamos a vida perdendo tempo e mesmo assim ainda vivemos com pressa, pressa de amar, pressa de viver, pressa de reviver, pressa de crescer, pressa de ser alguém, pressa de sonhar. Acabamos esquecendo que a vida foi feita para ser vivida, para ser vivida como tempo ou sem tempo, com pressa ou bem devagar. Mas o que muita gente não sabe é que a vida foi feita pra viver, não importa com o que... Apenas VIVA.



- Bárbara Pessoa.

domingo, 28 de julho de 2013

Liberte-se do lado escuro de suas emoções.

Tomando meu café rotineiro parei um pouco para pensar em como anda o mundo. Analisando o que tenho visto nos últimos dias, cheguei a conclusão que as pessoas estão cada vez mais, presas dentro de cavernas que elas mesmas, sem perceber, construíram  Essas pessoas gritam por liberdade mas não se permitem ser livres para abrir os olhos e enxergar que essa prisão vem de dentro. Pássaros que vivem em uma gaiola aberta mas não voam para longe dali, pensam que suas asas estão cortadas e que são incapazes de voar. Pobres pássaros, presos por uma corrente que só eles podem quebrar-la. Todos somos capazes de abrir nossos olhos e sair de nossas gaiolas, basta querermos... A pior prisão é a que vem de dentro, não construa cavernas ao redor do seu mundo, pois se o fizer, vai chegar uma hora que ela estará tão obscura que nem mesmo o ser mais corajoso se atreverá a entrar e quando isso acontecer, só te restará a solidão. Já dizia Aristóteles que: É livre aquele que tem em si mesmo o principio para agir, isto é, aquele que é a causa interna de sua ação ou da sua decisão de não agir. Saia dessa gaiola que não o leva a lugar algum, vá descobrir novos ares, lugares, mares... Saia cantarolando canções alegres em manhãs de sol, e nas de chuva, escute o que as águas que caem do céu têm para te dizer. Permita-se voar! 

Egyle Hannah/ 28 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O dia em que meu mundo foi ameaçado.

 Seres humanos têm uma mania horrível de se achar no direito de conhecer bem, muito bem, outra pessoa, né? Digo, por que não se contentar em apenas saber o que ela quer que você saiba? Mas não, ao invés disso, querem mergulhar nas profundezas de teus sentimentos, lá dentro, onde você luta para que nenhum marinheiro, nem mesmo com bom treinamento, chegue. Sempre fui boa em não deixar ninguém nem ao menos entrar na superfície do meu oceano, que, para evitar curiosidades, nem é tão interessante... Mas inventei de conhecer algum desses seres humanos metidos que insistem em navegar em águas perigosas, tolo, ou, esperto demais... Para ser sincera ainda não achei uma definição exata para o que ele é, só sei que foi o primeiro a encostar na borda das minhas águas.
 Tudo sempre começa com uma pequena aproximação, depois, a coisa vai ficando mais... arriscada. Porque para ele, ter só um pouquinho de mim, não basta. Ora! Que ousadia! Além de me ter, ainda exige proporções... Mas minha indignação não é essa, até porque ele não foi o primeiro a querer entrar nesse oceano que existe dentro de mim, minha indignação é que ele por uns dois ou três segundos, quase conseguiu atravessar as barreiras, encostou na superfície, molhou seus pés na minha água. Fico me perguntando como deixei isso acontecer, a improbabilidade é tanta que já joguei até a culpa no passarinho que passava por ali na hora do ataque, porque até a ideia de distração é mais confortante do que a ideia de que estou ficando mais... sensível. Meu mundo quase fora invadido por um ser que não sabe que o seu lugar é longe de águas que não o chamam, por um ser que não sabe que perturbar os seres que moram aqui dentro não irá me agradar nem um pouco, ainda que eles sejam imaginários.
 Meu mundo correu perigo por pura falta de atenção! Simplesmente por eu ter me deixado conhecer uma pessoa insistente, que mesmo depois de tantos pensamentos para esse texto, ainda não sei se o chamo de tolo ou de esperto. Tentar invadir algo perigoso, tolo. Quase conseguir, esperto, até demais, para o meu desagrado. Novas tentativas de ataques irão ocorrer, mas dessa vez não irei desviar minha atenção para nenhum passarinho ou borboleta, a não ser que... ambos estejam no meu estômago.



Egyle Hannah/ 26 de julho de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O país que gosta de mostrar até mesmo o que não tem.

 O Brasil é o país da década mesmo, viu?! É Copa, Olimpíadas e, ainda, a primeira visita do novo Papa.
 Tudo seria mágico se os problemas não começassem a aparecer. 118 milhões de reais serão gastos com a vinda do Papa Francisco ao Brasil. ‘Armaria Nam’, é muito, né? Bom, eu acho. Se por outro lado víssemos o quanto sofremos para conseguir marcar uma simples consulta no médico, tirar 118 milhões dos cofres públicos para uma visita, embora que do novo Papa, eu vejo como uma afronta ao povo. Mas o Papa não tem culpa. O país deixa transparecer que é uma potência e que a saúde e a educação, as pilastras fundamentais de um país, são uma das melhores, o que não são.
 O Brasil gosta mesmo é de aparecer. Já pensou, ficar entre as cinco potências mundiais? Incrível! Mas, a quinta potência sem médico no posto de saúde, sem um professor bem pago, sem um policial bem pago. A quinta potência que enfrenta miséria e acumula desigualdade. A quinta potência que não consegue acabar com a corrupção e com a impunidade.
 Espero que a gente não venha a passar vergonha, afinal é muito dinheiro para garantir a segurança e o conforto de sua santidade. Homens das forças armadas brasileira estarão de prontidão para que nada aconteça com Francisco. Espero que estes mesmos que protegerão o Papa possam ainda garantir a tranquilidade do trabalhador que se vê refém dos bandidos Brasil a fora.
 Aqui, nesse país brilhante, todos os dias pessoas morrem em filas de hospitais públicos, hospitais com atendimento precário e falta de médicos, um caos. Sem falar na segurança que a cada dia parece piorar, violência, assaltos, assassinatos, latrocínios. Educação? Elevados índices de repetência e de abandono da escola no Brasil foram apontados em relatório da Unesco   SÃO PAULO - a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. 
 Nessas condições, não somos, e não estamos nem perto de ser esse "país maravilha" que por aí, dizem que somos. 
(Adaptação, feita por mim, ao texto de Elistênio Alves)

sábado, 13 de julho de 2013

Noites filosóficas...

Tenho tido noites de insônia... Minha companhia? Uma xícara de café forte e amargo, em outros dias um livro acompanharia o café, mas não essa semana, meus pensamentos estão barulhentos demais, não me deixam concentrar em leitura alguma. Estranho, isso nunca me acontecera antes, digo, estar com a cabeça em um turbilhão tão grande ao ponto de tirar minha concentração.
Nesses dias sem dormir, tenho escutado o silêncio que a noite trás, ele me conta belas histórias e me faz lembrar do passado, algumas vezes ele se torna cruel e me faz enlouquecer  pensando no futuro. Incertezas e vazios,  alegrias e sorrisos, altos e baixos que compõe  minha história que ainda não chegou ao seu fim... Me resta agora voltar ao meu café e dialogar mais uma vez com o doce-amargo silêncio noturno.


Egyle Hannah/ 13 de julho de 2013

domingo, 7 de julho de 2013

Pode ir embora, sua presença não me cativa.

Dor, será que tu vales mesmo a intensidade a qual te sentimos? Será que tu vales mesmo todo esse peso que carregamos por nos sentir culpados por algo? Tu vales a impotência de nossas consciências ao se deparar com uma situação sem solução? Oh, dor! Por que vens até mim com tanta força? Por que ser tão rígida assim? Diga pra mim quem é que te comanda, diga pra mim se tens alguma cura, só não me diga que nunca irás partir, pois se assim for... Quem há de partir sou eu, mas não para longe, não falo nesse sentido, irei partir ao meio com seu peso sobre mim, mais um pouco e não poderei te suportar, não se consegue ser forte por toda a vida, antes assim fosse... Dor, procurarei não te dar ouvidos, não mais,  sei que um dia você irá cansar e parará de tagarelar suas amarguras para mim, eu sei...

Egyle Hannah/ 07 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O meu amor não é clichê.

Nunca tive aquela visão clichê sobre os homens, nunca sonhei com o príncipe encantado que supostamente me salvaria num cavalo branco, e que eu me apaixonaria, porque ele é lindo e me casaria e viveríamos felizes para sempre, também nunca sonhei com um homem que me abrisse a porta do carro, ou me ligasse de 5 em 5 minutos pra dizer que me ama, nunca gostei do  cara que faz o tipo egoísta e paga toda a conta, é que na verdade sempre gostei de ser alto suficiente, o cara perfeito para mim não é o príncipe encantado ou esses caras do tipo "românticos". Porque na verdade para mim a as pessoas são bonitas de dentro para fora, elas não precisam me salvar em cavalos brancos ou me ligarem de 5 em 5 minutos elas apenas precisam ser elas mesma porque essa tal coisa chamada "amor",( Que eu nunca senti, mais ainda estou na espera.) surgi quando as pessoas não são hipócritas, surgi quando o ato é reciproco (Como eu sei? Eu apenas sei.). Mais sinceramente eu acho apaixonante pessoas que pensam, acho apaixonante pessoas que enxergam o mundo além das aparências, acho apaixonante as que leem, os que são poetas e os que são escritores, pois no futuro são essas pessoas as que fazem a diferença.


-Bárbara Pessoa.

Um medo novo para a coleção.

Hoje me peguei pensando um pouco na vida e me bateu um certo medo, um medo que eu nunca tive antes, medo da solidão. Com o passar do tempo eu tenho me tornado cada vez mais uma pessoa distante, até de mim mesma. Certa vez, um amigo me falou que quando a pessoa encara a vida de uma forma muito crítica, corre o risco de ficar só... Na hora não dei muita bola, pensei: ainda tenho muita gente ao meu lado, mas hoje foi diferente, sentei para ler um livro e diante de uma cena com um dos personagens principais, me coloquei no lugar dele... Nunca senti tanto medo da perda como senti hoje, sempre disse por aí que eu aguentaria qualquer coisa do tipo, hoje, não tenho tanta certeza assim. Poucas são as pessoas que realmente me suportam, e se eu perde-las, me perco. Será que é tão ruim assim ficar só? Não que de uma hora para outra o resto do mundo vá sumir, longe disso, falo da solidão interna... Será que ela pode ser tão assustadora assim? Temer a solidão nunca foi o meu tipo, mas hoje fechei os olhos e me vi sem ninguém, ninguém para desabafar, ninguém para abraçar, ninguém para xingar, pode parecer meio desesperador mas foi assim que eu me vi, como se tivessem arrancado um pedaço de mim, talvez seja apenas uma maneira meio dramática de ver a solidão, assim espero. Porque levando um pouco a sério as palavras do meu amigo, estou condenada à ela.

Egyle Hannah/ 04 de julho de 2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

De dentro para fora.

O dia amanheceu cinza, com um sol preguiçoso e nuvens pesadas. Mas que engraçado não foi a terra de fora, foi a de dentro, foi o meu interior. Pois lá fora o dia está lindo, "digno de praia", é que vivo em batalhas constantes consigo mesma. Batalhas sem motivos que nem eu mesma entendo, sei que apenas existem, é estranho, as vezes é até mesmo engraçado, pois como pode uma pessoas ser tão instável e ao mesmo tempo desequilibrada, mas a vida é assim mesmo com altos e baixos, mais baixos do que altos e por aí vai. 

-Bárbara Pessoa.

domingo, 30 de junho de 2013

Não se prende quem não deve ficar por muito tempo.

Sempre que alguém me pergunta se sou feliz eu fico me perguntando: O que felicidade? A pessoa pode realmente SER feliz, ou é coisa de momento, passageira? No fundo, eu sei que nunca terei uma resposta exata para essas perguntas... Já me disseram uma vez que essa tal felicidade depende do ponto de vista de cada pessoa, se é assim, se a minha felicidade pode chegar a ser sua infelicidade, por que correr o risco de ficar triste perguntando se estou feliz? Às vezes eu tenho medo dessa tal felicidade, ela costuma cegar as pessoas fazendo com que algumas passem por cima de outras para tê -la. Eu, particularmente, já abri mão de SER feliz. Todos temos nossos momentos de felicidade, que apesar de curtos, são belos, e isso para mim já é o suficiente para que minha vida não seja  monótona demais. Nós precisamos de momentos ruins para saber valorizar os bons, clichê, porém, verdadeiro. Não adianta ficar correndo em busca de uma coisa que só é boa em pequenas dosagens. Sendo assim, desejo que todos sejam momentaneamente felizes.

Egyle Hannah/ 30 de junho de 2013

sábado, 29 de junho de 2013

Você viu a chave do meu coração por aí?

"Exibe a frente um coração que não divide com ninguém...",  essa parte da música sempre me chamou atenção, deve ser pelo fato de que eu sou um pouco disso. Gosto de mostrar meu lado bom mas odeio ter que o dividir com alguém, só em pensar na possibilidade, me dá náuseas  Não é por maldade, é por prevenção mesmo, sempre aviso isso à todos para que não depositem expectativa alguma em cima de mim, pois como boa entendedora do meu eu, sei que tenho tendência a magoar até quem eu não desejaria magoar. Não é proposital, juro! Até já tentei ser mais simpática, mas não funcionou. Não consigo ser doce, tem muito azedo em mim. Se sou louca? Um pouco, talvez muito, nunca se sabe ao certo o tamanho da loucura que carregamos dentro de nós... As pessoas dizem: Queria ser que nem você, não demonstrar nada do que sente para ninguém, assim, fria. Mal sabem que isso não  é tão bom quanto parece. Tentar gostar e não conseguir, não confiar em quase ninguém, nunca se entregar "100%"... Isso chega à me deixar de-cabeça-para-baixo. Às vezes eu queria ser como as pessoas normais... que amam,  que sabem  o que é o amor, que se entregam sem medo, que dividem seu coração com alguém... Porque para mim, isso tudo não passa de um mero "conto de falhas".

Egyle Hannah/ 29 de junho de 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Deixem-me voar!

Um tempo sozinha, hoje em dia isso parece quase impossível! As pessoas imploram pela sua atenção, e se você não der, te chamam de tudo, menos de santo. Querem que estejamos sempre com um sorriso no rosto. Mas comigo não é assim, até porque nunca fui de demonstrar bondade, muito menos simpatia. Não gosto de expressar nenhum tipo de sentimento, pessoas são pegajosas, e cobram muito também, já dizia um autor desconhecido "Quando as pessoas vêem bondade, elas esperam bondade, não quero depender das expectativas de ninguém.", faço das palavras dele, as minhas. Não sou uma pessoa que gosta de viver sob pressão, pelo contrário, quando me sinto pressionada, fujo. Não gosto de pessoas ditando regras, dizendo o que devo fazer, uma das coisa que mais valorizo é a liberdade, quando tentam tira-la de mim, enlouqueço, me sinto um pássaro triste preso em uma gaiola. Por isso, não esperem muito de mim, na verdade, não esperem nada. Amigável e gentil são umas das coisas que eu estou muito longe de ser.

Egyle Hannah/ 10 de junho de 2013

Quem se tranca, não quer ser perturbado!

Tem gente que não entende, quem se tranca, não quer ser perturbado... Sempre disse aos moços de plantão: Não se apaixonem por mim! Nunca entendi o modo deles de ver a essa frase, será que para vocês moços expressar alguma conotação sensual ou com um ar de “vem cá, vem?” se é isso nunca foi minha intenção.
 Não é que eu não queira, apenas não consigo, cansei de ver vocês navegarem e morrerem na praia, com olhos marejando e cabisbaixo.Oque para muitas é motivo de soberba, para mim é apenas só mais uma derrota interna, contra eu mesma, meu coração e o resto do mundo. 

- Bárbara Pessoa.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Intolerância religiosa: Qual o sentido?



Talvez, eu não seja a melhor pessoa para falar sobre esse assunto, mas me sinto na necessidade de falar sobre o tal. As pessoas não querem saber quem você é, te criticam antes mesmo de conhecer o minimo sobre você. Estão sendo induzidas por instituições e não aceitam de forma alguma que alguém imponha uma ideia contraria, acham que a verdade delas é uma verdade absoluta, não procuram dialogar, nem conhecer novas opiniões, estão trancadas em mundo sobrecarregado de alienação, e o pior, querem opinar na vida alheia sem ao menos olhar para a própria vida, uma tremenda  falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças ou crenças religiosas de outras pessoas. Brigam, gritam, xingam, a troco de que? De absolutamente NADA!  A constituição garante a INDIVIDUALIDADE. Então, por que julgar e condenar os outros que não concordam com suas crenças? Será que é tão difícil assim aceitar as diferenças de alguém? Pensem nisso!  Beijo. 



Egyle Hannah/ 07 de junho de 2013







Emaranhado.


Vazio no peito, vamos lá, eu sei que você já se sentiu assim, como se o mundo todo, de uma só vez, tivesse resolvido virar as costas pra você, eu sei que você já se sentiu como se tivesse um saco sufocando seu coração, aliás, os seus pensamentos. Sei que as vezes você sabe o motivo pelo qual você está se sentindo assim, mas sei também que as vezes você não faz a mínima ideia do que está acontecendo, e tudo que você quer é acabar logo com isso, eu sei, dói, mas o que fazer quando você não sabe para onde correr? O que fazer quando a única coisa que te resta é conversar consigo mesmo porque as únicas pessoas que poderiam te ajudar já não podem mais? É, a gente nunca está de bem com a vida… Ou seria ela que nunca está de bem com a gente?

Egyle Hannah/ 07 de junho de 2013

Ser normal não faz o meu tipo!

Essa tal de normalidade meio que foge de mim, quando eu penso que vou parar e tomar um bom café com ela sabe o que ela faz? Some. Assim, sem dizer pra onde está indo, sem dar explicações. É como se ela quisesse ficar comigo mas minha vida fosse louca demais para o que ela pode aguentar, mas se ela não quer permanecer o que eu posso fazer além de conviver com minha estranha loucura bagunçada?

Egyle Hannah/ 07 de junho de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Saudações!

Já diziam por aí "escrever é o melhor remédio", e não é que é mesmo. Escrevendo desabafamos tudo que tem de bom dentro de nós (de ruim, também, rs.). Foi pensando nisso que eu e Bárbara resolvemos criar esse blog, aqui, falaremos sobre tudo, livros, amor, raiva, politica, etc. Melhor dizendo, falaremos sobre nós, brigas internas que todos temos, felicidades também. Será o nosso mundo, já pensou nisso, ter um mundo só seu? Nós sim, mas que graça teria ter um mundo só nosso se não fosse para dividi-lo com alguém, né? Enfim, sejam bem-vindos a nave, beijos!