domingo, 20 de outubro de 2013

Ao som dos pássaros.

 Sentada na grama observando a aurora, ao som dos pássaros... Ah, os pássaros! Você já ouviu as suas canções? Melodias maravilhosamente incompreensíveis. Me atrevo a tentar decifrar o que eles querem dizer, tarefa vã, nunca entro em um acordo com as letras daquelas canções, as minhas conclusões finais sempre dependem muito do meu humor. Isso me faz pensar que eles cantam propositalmente assim, para que a compreensão seja semelhante ao nosso estado emocional, e não é que dá certo?
 A cada começo de dia, sorrio. A cada fim de tarde, choro. Ontem, por exemplo, ouvi-os cantarem saudade, senti o lamento de um pássaro que perdeu alguém que não irá mais voltar, ou que pode até voltar, mas mesmo assim a ausência faz falta.
 Ah, meu amor! Você pode escutar essa canção? Sinta comigo esse doce apelo para que tu voltes... Sei que não fosses por completo, mas ouça-me, meu amor... Quando você se vai, os pássaros cantam tristeza. Quando estás aqui, eles cantam alegria. E, ultimamente, as única melodias que tenho ouvido são as suas. Venha para mim, faça-me escutar belas canções.

 Sentada sobre a grama observando a aurora, eu dormi e sonhei que eles cantariam felicidade, e que estavas aqui. Agora peço-te: meu amor, dança comigo essa canção?



Egyle Hannah/ 20 de outubro de 2013

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