sábado, 14 de junho de 2014

Mais um sábado chuvoso

Uma casa aconchegante para alugar,
três mil pessoas num primeiro andar,
chuva caindo sem cessar, a minha
vida e o tempo a passar. Quem vem lá?
Quem estará no outro lado da estrada?
Quem a felicidade buscará para ser sua morada?
Não sei, é que os dias ultimamente estão em cinzas.
Mas hoje, a sorrir, a tranquilidade apareceu por aqui,
ofereci um café e um jantar, a abracei e mandei entrar,
achei que com ela agora eu fosse estar, mas ela disse:
menina, não atrases mais a minha ida, eu sei que a vida
parece sem saída mas devemos aceitar a despedida e
deixar de lado as questões mal resolvidas. Esmoreci.
E diante daquela aquarela, a tranquilidade abriu a janela
e decolou. E voou. E eu percebi, assim, que todo
sábado sempre vem seguido de um domingo sem fim.
Egyle Hannah/ 14 de junho de 2014

Fora de órbita

 Ultimamente tenho dado boas risadas e -quase sempre- gargalhadas com o que ando lendo por aí. Hoje em dia, para você ser um escritor lhe é extremamente exigido dois pontos: palavras difíceis e citações filosóficas.
 Não importa se as frases e/ou palavras ficarão totalmente fora do contexto, tem que fazer bonito. Pouco importa também se ninguém irá entender nada do que ali foi expressado, a estética é a alma do negócio.
Sinto saudades de textos simples e de fácil compreensão, as pessoas estão transformando a leitura em enigmas quase indecifráveis. Textos ricos em sonoridades e vazios de significados.
 Acho que o mundo está virando de cabeça pra baixo, e a gravidade já não é mais suficiente para nos manter em ordem. Não tenho saída para essa situação, mas vou fazer um apelo: não me fale sobre Eros se sua verdadeira intenção era citar a caverna de Platão. 


Egyle Hannah/ 14 de junho de 2014

sábado, 7 de junho de 2014

O último palito

A metáfora era de uma caixa de fósforo. Era assim que todos -ou quase todos- conheciam.O último palito da caixa foi riscado. E como uma ilustração perfeita do mundo real... ele não voltou a ascender.
Mas dentro desta caixinha existem risos e alegrias. Como se joga fora uma felicidade? Não se joga.
Guardaram a caixinha no bolso, e deram um nome a ela, acredita? Agora ela se chama Aprendizado. E junto a outros significados que ela já tivera, sua importância ainda é preservada. E sempre será.

Egyle Hannah/ 07 de junho de 2014