Comecei a relembrar as vezes que eu tinha tido pensamentos bobos que me fizeram sorrir, e até mesmo gargalhar sem mais, nem menos. E percebi que, geralmente, esses pensamentos me fazem parecer uma idiota. Pelo menos no mundo em que estamos vivendo, numa sociedade totalmente capitalista, onde o dinheiro é a fonte do poder e não há mais tempo para as pequenas coisas da vida, vivemos em busca de tudo, de adquirir até mesmo o impossível, menos de aproveitar o que é belo e nos torna realizados, arrodeados de ignorância, preconceito, desigualdades sociais... Estamos num mundo de cão (Posso usar esse termo? Ultimamente tudo é politicamente incorreto...), o mundo do salve-se quem puder. Vivemos em prisões, seja dentro de nossas casas ou dentro das nossas mentes, tudo se transformou em uma verdadeira selva.
O filósofo inglês, Thomas Hobes, dizia que “o homem é o lobo do homem”, ou seja, no estado natural, todos se opõem contra todos, a lei é a dos mais fortes e o restante será subjugado à força, sem direitos e com o ônus de produzir a subsistência dos mandantes. Acredito que seja exatamente o que estamos vivendo hoje, e... Meu Deus, Zeus, Alá, Gandhi, sei lá... Eu não quero viver assim, sem ar.
Volto a pensar sobre a pergunta inicial e chego a conclusão que quando penso sou, realmente, uma completa idiota. Não fico triste com essa ideia, afinal, idiotas são felizes.
Egyle Hannah/ 07 de dezembro de 2013.

Sim, idiotas são felizes.
ResponderExcluirEsse texto me fez lembrar de uma coisa que havia pensado sobre o filme "Guia do mochileiro das Galáxias". No final, todos querem a resposta para o universo, vida e tudo mais... Mas não para fazer sentido, e sim para ter fama como descobridor do sentido da vida!
Isso sim´uma bela crítica...
rs
Bom, nesse caso também sou idiota... Um brinde aos idiotas então!
:)
Conservar valores e práticas se tornou mais "caro" que muita coisa. Não que isso seja necessariamente ruim. Fazemos parte da natureza e vivemos num estado selvagemente civilizado. Nossa fome é por grana e grana compra conforto. Queremos viver muito, comer bem, dormir bem, ser reconhecidos, fazer falta, ter posses, ter saúde... de certa forma, ainda que escondamos no nosso âmago, somos conquistados pelo pensamento capitalista ou mesmo pelo instinto evolutivo (vai saber!) e queremos estar bem frente aos outros - afinal, precisamos de um parâmetro pra medir nossa felicidade, e esse parâmetro é a (in)felicidade dos outros.
ResponderExcluirEntretanto, isso nos proporcionou vários benefícios. Graças à ganância e à vontade de superar a si mesmo e aos outros (de alguéns), falamos hoje via blogs e celulares. Temos "saúde" e conforto... mas precisamos estar atentos e acelerados a todo momento. O sono se tornou uma ferramenta de digerir problemas. Precisamos correr! Isso é triste pra quem aprecia uma vida tranquila e pacata ou pra quem não consegue se adaptar... E enquanto atribuirmos VALOR a tudo (Trabalho, atitudes, sentimentos, objetos, locais, estados) continuaremos assim. Quem sabe uma sociedade bastante futura não perceba os benefícios de uma vida equilibrada...