terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Vivemos para morrer.

Isso para alguns pode até parecer o cumulo da estupidez, mas para mim não é. Acordo todos os dia e me pergunto, porque nós temos uma luta constante por mais e mais se num  fim próximo vamos todos para um buraco fúnebre, corremos todos os dias para mais perto da morte e ela nos abre os braços. Afinal de contas qual a logica da vida, se houver um bom entendedor por favor me explique, pois ainda não sei... Esse papo de cresce, reproduz e morre sinto em informa, não é pra mim. Não é que eu seja tão egoísta a ponto de não querer morrer, é só que eu tô ficando cansada de lutar e lutar, e saber que no fim isso não vai me servir para nada e como todos os outros EU vou para o buraco e não eu não me importo com isso. Sabe, é que eu queria ter certeza de que o que eu faço e pelo que eu estou lutando vai valer a pena, pois dessa forma vai ter alguma importância. No entanto eu não falo da morte propriamente dita, falo dos nossos sonhos que há cada dia morrem mais um pouco e como diz Caetano "Vida sem utopia, não entendo que exista"  e chega a um ponto que mesmo vivos estamos mortos de tanto a vida nos matar.


-Bárbara Pessoa

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Socorro.

 O mundo está envelhecendo. Os circuitos neuroniais da humanidade estão padronizados, chegaram ao ponto de não conseguir mais olhar as coisas de outra maneira, para tudo se tem uma forma, para tudo se tem uma regra. Todos sabem de tudo, e ao mesmo tempo, ninguém sabe de nada.
 Nietzsche, meu caro amigo, você pode me ajudar? Estou em desespero. Dizem que estou louca... Dizem que sou louca. Eles não conseguem mais ouvir a música e resolveram rir da minha dança.
 Talvez estejam precisando de um choque desconsertante para quebrar esse conserto monótono que é a vida.

Egyle Hannah/ 11 de Dezembro de 2013

sábado, 7 de dezembro de 2013

Pensamentos não tão bobos assim.

 Ao reler meu primeiro livro encontrei a seguinte pergunta: Quando você pensa às vezes não parece ser um idiota?
 Comecei a relembrar as vezes que eu tinha tido pensamentos bobos que me fizeram sorrir, e até mesmo gargalhar sem mais, nem menos. E percebi que, geralmente, esses pensamentos me fazem parecer uma idiota. Pelo menos no mundo em que estamos vivendo, numa sociedade totalmente capitalista, onde o dinheiro é a fonte do poder e não há mais tempo para as pequenas coisas da vida, vivemos em busca de tudo, de adquirir até mesmo o impossível, menos de aproveitar o que é belo e nos torna realizados, arrodeados de ignorância, preconceito, desigualdades sociais... Estamos num mundo de cão (Posso usar esse termo? Ultimamente tudo é politicamente incorreto...), o mundo do salve-se quem puder. Vivemos em prisões, seja dentro de nossas casas ou dentro das nossas mentes, tudo se transformou em uma verdadeira selva. 
 O filósofo inglês, Thomas Hobes, dizia que “o homem é o lobo do homem”, ou seja, no estado natural, todos se opõem contra todos, a lei é a dos mais fortes e o restante será subjugado à força, sem direitos e com o ônus de produzir a subsistência dos mandantes.  Acredito que seja exatamente o que estamos vivendo hoje, e... Meu Deus, Zeus, Alá, Gandhi, sei lá... Eu não quero viver assim, sem ar.
 Volto a pensar sobre  a pergunta inicial e chego a conclusão que quando penso sou, realmente, uma completa idiota. Não fico triste com essa ideia, afinal, idiotas são felizes.








Egyle Hannah/ 07 de dezembro de 2013.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Escrever



E já dizia Cazuza "Escrevo para não falar sozinho", é bem verdade, as folhas do meu caderno as vezes ousam a me compreender melhor que as próprias paredes do meu quarto, acho que até ela as vezes me ignoram. Talvez seja meu conflito interno que confunde o mundo e até eu mesma me perco nesse emaranhado. Mas na verdade eu escrevo pra liberta a minha alma com palavras que não foram ditas por motivos estranhos e até mesmo cortantes. Em cada letra é como liberar o sorriso ou o choro sufocado, as palavras me alimentam e dão sustento ao meu corpo para que eu viva ou até mesmo sobreviva, dão a sensação de alivio que a água gelada dá no corpo após um dia extenuante, lava a fadiga a dor no peito e escorre pelo ralo. 


- Bárbara Pessoa.