terça-feira, 30 de julho de 2013

Você não pode se apegar à memórias.


 Lembrar de coisas boas que nos aconteceram, pensar nos obstáculos que vencemos, ter saudades de pessoas, de lugares que conhecemos e ficaram para trás é realmente ótimo. Contudo, seguir  em frente, conhecer novas pessoas, novos lugares e descobrir coisas novas... É melhor ainda! 
 Nossa mente é, particularmente, viciada no passado, porque o mesmo, geralmente, dá-lhe um sentido de identidade. Porém, apegar-se a seu passado vai garantir que o seu futuro carregue a mesma "essência", e sua vida parecerá estar se movendo em círculos sem nada de novo, interessante ou criativo. Infelizmente, a maioria das pessoas não entendem que a vida é movimento, e sua direção é para frente, remoer coisas que já aconteceram só vai te aprisionar a uma realidade inerte do mundo, sem pesar e sem razão, se apegar demasiadamente ao passado é viver o que já não necessita mais ser  vivido..."Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário...Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver." disse Fernando Pessoa em um de seus textos.  
 O velho tem que dar espaço pro novo acontecer, e nesse guarda-roupa da vida só quem pode fazer a faxina é você. Acumular tralhas não vai te levar a lugar algum, é necessário desapegar-se do que não é mais imprescindível, desapegar-se daquilo que foi bom mas que já não é mais tão bom assim; desapegar-se de quem quer partir e precisamos deixar ir, desapegar-se de uma dor, de um sofrimento, de uma tristeza que corrói a alma, desapegar-se dos muros do passado, desapegar-se do apego que o outro possui em relação a você... Não estou dizendo que tens que jogar teu passado no lixo, só que deves dar uma vasculhada nele e se livrar das coisas que já não possuem mais valor algum, te pedir para esquecer-lo completamente seria burrice, até porque são as coisas, os lugares, as pessoas e as memórias desse passado que formaram o nosso presente, mas isso não significa que não possamos dar uma renovada nele. A vida é composta por um momento chamado hoje, o passado não pode voltar e o futuro, bom, desculpe-me te desapontar mas o futuro nunca chega.
 Sinta-se livre para largar seus fantasmas, ficar parado esperando as coisas caírem do céu não resolve nenhum tipo de problema, coloque seu mundo em movimento, quebre as correntes do passado que te aprisionam nele, o futuro se faz do agora. Viva!



Egyle Hannah/ 30 de julho de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O texto fala mais que muita coisa.

"Sabe Tomi, você pode escolher um lindo vestido,
seus sapatos, uma bolsa que combine. Pode ir ao shopping e
comprar uma infinidade de roupas e esmaltes de cores
diferentes que nunca vai usar. Você pode escolher sair ou ficar
em casa. Ir à praia com suas amigas. Comer chocolate
escondida numa noite de terça, depois de começar um regime
na segunda. Pode escolher enganar a si mesmo afirmando que
está bem, mas ficar no quarto vendo comédias românticas e se
entupindo de sorvete enquanto chora decidida a ser mais
determinada na próxima semana. Você escolhe tudo, menos o
amor. Não interessa a forma como o amor baterá a sua porta,
ele não será educado. Entrará na sua vida e se instalará na sua
casa, esteja ou não preparada para ele, e acredite, o amor não
distingue gêneros, apenas invade seu coração. Cuide dele e ele
cuidará de você, enfrentará todo e qualquer obstáculo com o
único intuito de fazê-lo feliz. Agora, se você negá-lo, ele o
negará. Permanecerá ali, mas não o ajudará. Ele será como
uma criança birrenta. Fará suas travessuras, baterá os pés no
chão e cruzará os braços com lágrimas no rosto e os olhos
vermelhos: eu quero, eu quero, e eu quero. Odeio você. Ele
conhecerá suas fraquezas. E não se engane, pois o amor é
egoísta quando quer. Quando ele bateu à minha porta, veio na
forma que eu jamais esperaria, não apenas como outra mulher,
o amor estava personificado na minha melhor amiga, mas não
tive dúvidas, eu o acolhi e cuidei dele, e ele de mim."

- Uma Noite e Seis Semanas (Tiago Morine, paginas: 34 e 35.).

Pressa de viver.

É engraçado como o tempo passa, passa como as ondas no mar, elas se vão, vão, vão... Mas o mais incrível é que elas sempre se renovam e voltam. É elas voltam, mas o tempo perdido não volta mais, perdemos tanto tempo com coisas, desejos e pessoas que não valem a pena a perda de tempo. Nós passamos a vida perdendo tempo e mesmo assim ainda vivemos com pressa, pressa de amar, pressa de viver, pressa de reviver, pressa de crescer, pressa de ser alguém, pressa de sonhar. Acabamos esquecendo que a vida foi feita para ser vivida, para ser vivida como tempo ou sem tempo, com pressa ou bem devagar. Mas o que muita gente não sabe é que a vida foi feita pra viver, não importa com o que... Apenas VIVA.



- Bárbara Pessoa.

domingo, 28 de julho de 2013

Liberte-se do lado escuro de suas emoções.

Tomando meu café rotineiro parei um pouco para pensar em como anda o mundo. Analisando o que tenho visto nos últimos dias, cheguei a conclusão que as pessoas estão cada vez mais, presas dentro de cavernas que elas mesmas, sem perceber, construíram  Essas pessoas gritam por liberdade mas não se permitem ser livres para abrir os olhos e enxergar que essa prisão vem de dentro. Pássaros que vivem em uma gaiola aberta mas não voam para longe dali, pensam que suas asas estão cortadas e que são incapazes de voar. Pobres pássaros, presos por uma corrente que só eles podem quebrar-la. Todos somos capazes de abrir nossos olhos e sair de nossas gaiolas, basta querermos... A pior prisão é a que vem de dentro, não construa cavernas ao redor do seu mundo, pois se o fizer, vai chegar uma hora que ela estará tão obscura que nem mesmo o ser mais corajoso se atreverá a entrar e quando isso acontecer, só te restará a solidão. Já dizia Aristóteles que: É livre aquele que tem em si mesmo o principio para agir, isto é, aquele que é a causa interna de sua ação ou da sua decisão de não agir. Saia dessa gaiola que não o leva a lugar algum, vá descobrir novos ares, lugares, mares... Saia cantarolando canções alegres em manhãs de sol, e nas de chuva, escute o que as águas que caem do céu têm para te dizer. Permita-se voar! 

Egyle Hannah/ 28 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O dia em que meu mundo foi ameaçado.

 Seres humanos têm uma mania horrível de se achar no direito de conhecer bem, muito bem, outra pessoa, né? Digo, por que não se contentar em apenas saber o que ela quer que você saiba? Mas não, ao invés disso, querem mergulhar nas profundezas de teus sentimentos, lá dentro, onde você luta para que nenhum marinheiro, nem mesmo com bom treinamento, chegue. Sempre fui boa em não deixar ninguém nem ao menos entrar na superfície do meu oceano, que, para evitar curiosidades, nem é tão interessante... Mas inventei de conhecer algum desses seres humanos metidos que insistem em navegar em águas perigosas, tolo, ou, esperto demais... Para ser sincera ainda não achei uma definição exata para o que ele é, só sei que foi o primeiro a encostar na borda das minhas águas.
 Tudo sempre começa com uma pequena aproximação, depois, a coisa vai ficando mais... arriscada. Porque para ele, ter só um pouquinho de mim, não basta. Ora! Que ousadia! Além de me ter, ainda exige proporções... Mas minha indignação não é essa, até porque ele não foi o primeiro a querer entrar nesse oceano que existe dentro de mim, minha indignação é que ele por uns dois ou três segundos, quase conseguiu atravessar as barreiras, encostou na superfície, molhou seus pés na minha água. Fico me perguntando como deixei isso acontecer, a improbabilidade é tanta que já joguei até a culpa no passarinho que passava por ali na hora do ataque, porque até a ideia de distração é mais confortante do que a ideia de que estou ficando mais... sensível. Meu mundo quase fora invadido por um ser que não sabe que o seu lugar é longe de águas que não o chamam, por um ser que não sabe que perturbar os seres que moram aqui dentro não irá me agradar nem um pouco, ainda que eles sejam imaginários.
 Meu mundo correu perigo por pura falta de atenção! Simplesmente por eu ter me deixado conhecer uma pessoa insistente, que mesmo depois de tantos pensamentos para esse texto, ainda não sei se o chamo de tolo ou de esperto. Tentar invadir algo perigoso, tolo. Quase conseguir, esperto, até demais, para o meu desagrado. Novas tentativas de ataques irão ocorrer, mas dessa vez não irei desviar minha atenção para nenhum passarinho ou borboleta, a não ser que... ambos estejam no meu estômago.



Egyle Hannah/ 26 de julho de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O país que gosta de mostrar até mesmo o que não tem.

 O Brasil é o país da década mesmo, viu?! É Copa, Olimpíadas e, ainda, a primeira visita do novo Papa.
 Tudo seria mágico se os problemas não começassem a aparecer. 118 milhões de reais serão gastos com a vinda do Papa Francisco ao Brasil. ‘Armaria Nam’, é muito, né? Bom, eu acho. Se por outro lado víssemos o quanto sofremos para conseguir marcar uma simples consulta no médico, tirar 118 milhões dos cofres públicos para uma visita, embora que do novo Papa, eu vejo como uma afronta ao povo. Mas o Papa não tem culpa. O país deixa transparecer que é uma potência e que a saúde e a educação, as pilastras fundamentais de um país, são uma das melhores, o que não são.
 O Brasil gosta mesmo é de aparecer. Já pensou, ficar entre as cinco potências mundiais? Incrível! Mas, a quinta potência sem médico no posto de saúde, sem um professor bem pago, sem um policial bem pago. A quinta potência que enfrenta miséria e acumula desigualdade. A quinta potência que não consegue acabar com a corrupção e com a impunidade.
 Espero que a gente não venha a passar vergonha, afinal é muito dinheiro para garantir a segurança e o conforto de sua santidade. Homens das forças armadas brasileira estarão de prontidão para que nada aconteça com Francisco. Espero que estes mesmos que protegerão o Papa possam ainda garantir a tranquilidade do trabalhador que se vê refém dos bandidos Brasil a fora.
 Aqui, nesse país brilhante, todos os dias pessoas morrem em filas de hospitais públicos, hospitais com atendimento precário e falta de médicos, um caos. Sem falar na segurança que a cada dia parece piorar, violência, assaltos, assassinatos, latrocínios. Educação? Elevados índices de repetência e de abandono da escola no Brasil foram apontados em relatório da Unesco   SÃO PAULO - a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. 
 Nessas condições, não somos, e não estamos nem perto de ser esse "país maravilha" que por aí, dizem que somos. 
(Adaptação, feita por mim, ao texto de Elistênio Alves)

sábado, 13 de julho de 2013

Noites filosóficas...

Tenho tido noites de insônia... Minha companhia? Uma xícara de café forte e amargo, em outros dias um livro acompanharia o café, mas não essa semana, meus pensamentos estão barulhentos demais, não me deixam concentrar em leitura alguma. Estranho, isso nunca me acontecera antes, digo, estar com a cabeça em um turbilhão tão grande ao ponto de tirar minha concentração.
Nesses dias sem dormir, tenho escutado o silêncio que a noite trás, ele me conta belas histórias e me faz lembrar do passado, algumas vezes ele se torna cruel e me faz enlouquecer  pensando no futuro. Incertezas e vazios,  alegrias e sorrisos, altos e baixos que compõe  minha história que ainda não chegou ao seu fim... Me resta agora voltar ao meu café e dialogar mais uma vez com o doce-amargo silêncio noturno.


Egyle Hannah/ 13 de julho de 2013

domingo, 7 de julho de 2013

Pode ir embora, sua presença não me cativa.

Dor, será que tu vales mesmo a intensidade a qual te sentimos? Será que tu vales mesmo todo esse peso que carregamos por nos sentir culpados por algo? Tu vales a impotência de nossas consciências ao se deparar com uma situação sem solução? Oh, dor! Por que vens até mim com tanta força? Por que ser tão rígida assim? Diga pra mim quem é que te comanda, diga pra mim se tens alguma cura, só não me diga que nunca irás partir, pois se assim for... Quem há de partir sou eu, mas não para longe, não falo nesse sentido, irei partir ao meio com seu peso sobre mim, mais um pouco e não poderei te suportar, não se consegue ser forte por toda a vida, antes assim fosse... Dor, procurarei não te dar ouvidos, não mais,  sei que um dia você irá cansar e parará de tagarelar suas amarguras para mim, eu sei...

Egyle Hannah/ 07 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O meu amor não é clichê.

Nunca tive aquela visão clichê sobre os homens, nunca sonhei com o príncipe encantado que supostamente me salvaria num cavalo branco, e que eu me apaixonaria, porque ele é lindo e me casaria e viveríamos felizes para sempre, também nunca sonhei com um homem que me abrisse a porta do carro, ou me ligasse de 5 em 5 minutos pra dizer que me ama, nunca gostei do  cara que faz o tipo egoísta e paga toda a conta, é que na verdade sempre gostei de ser alto suficiente, o cara perfeito para mim não é o príncipe encantado ou esses caras do tipo "românticos". Porque na verdade para mim a as pessoas são bonitas de dentro para fora, elas não precisam me salvar em cavalos brancos ou me ligarem de 5 em 5 minutos elas apenas precisam ser elas mesma porque essa tal coisa chamada "amor",( Que eu nunca senti, mais ainda estou na espera.) surgi quando as pessoas não são hipócritas, surgi quando o ato é reciproco (Como eu sei? Eu apenas sei.). Mais sinceramente eu acho apaixonante pessoas que pensam, acho apaixonante pessoas que enxergam o mundo além das aparências, acho apaixonante as que leem, os que são poetas e os que são escritores, pois no futuro são essas pessoas as que fazem a diferença.


-Bárbara Pessoa.

Um medo novo para a coleção.

Hoje me peguei pensando um pouco na vida e me bateu um certo medo, um medo que eu nunca tive antes, medo da solidão. Com o passar do tempo eu tenho me tornado cada vez mais uma pessoa distante, até de mim mesma. Certa vez, um amigo me falou que quando a pessoa encara a vida de uma forma muito crítica, corre o risco de ficar só... Na hora não dei muita bola, pensei: ainda tenho muita gente ao meu lado, mas hoje foi diferente, sentei para ler um livro e diante de uma cena com um dos personagens principais, me coloquei no lugar dele... Nunca senti tanto medo da perda como senti hoje, sempre disse por aí que eu aguentaria qualquer coisa do tipo, hoje, não tenho tanta certeza assim. Poucas são as pessoas que realmente me suportam, e se eu perde-las, me perco. Será que é tão ruim assim ficar só? Não que de uma hora para outra o resto do mundo vá sumir, longe disso, falo da solidão interna... Será que ela pode ser tão assustadora assim? Temer a solidão nunca foi o meu tipo, mas hoje fechei os olhos e me vi sem ninguém, ninguém para desabafar, ninguém para abraçar, ninguém para xingar, pode parecer meio desesperador mas foi assim que eu me vi, como se tivessem arrancado um pedaço de mim, talvez seja apenas uma maneira meio dramática de ver a solidão, assim espero. Porque levando um pouco a sério as palavras do meu amigo, estou condenada à ela.

Egyle Hannah/ 04 de julho de 2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

De dentro para fora.

O dia amanheceu cinza, com um sol preguiçoso e nuvens pesadas. Mas que engraçado não foi a terra de fora, foi a de dentro, foi o meu interior. Pois lá fora o dia está lindo, "digno de praia", é que vivo em batalhas constantes consigo mesma. Batalhas sem motivos que nem eu mesma entendo, sei que apenas existem, é estranho, as vezes é até mesmo engraçado, pois como pode uma pessoas ser tão instável e ao mesmo tempo desequilibrada, mas a vida é assim mesmo com altos e baixos, mais baixos do que altos e por aí vai. 

-Bárbara Pessoa.