quinta-feira, 25 de julho de 2013

O país que gosta de mostrar até mesmo o que não tem.

 O Brasil é o país da década mesmo, viu?! É Copa, Olimpíadas e, ainda, a primeira visita do novo Papa.
 Tudo seria mágico se os problemas não começassem a aparecer. 118 milhões de reais serão gastos com a vinda do Papa Francisco ao Brasil. ‘Armaria Nam’, é muito, né? Bom, eu acho. Se por outro lado víssemos o quanto sofremos para conseguir marcar uma simples consulta no médico, tirar 118 milhões dos cofres públicos para uma visita, embora que do novo Papa, eu vejo como uma afronta ao povo. Mas o Papa não tem culpa. O país deixa transparecer que é uma potência e que a saúde e a educação, as pilastras fundamentais de um país, são uma das melhores, o que não são.
 O Brasil gosta mesmo é de aparecer. Já pensou, ficar entre as cinco potências mundiais? Incrível! Mas, a quinta potência sem médico no posto de saúde, sem um professor bem pago, sem um policial bem pago. A quinta potência que enfrenta miséria e acumula desigualdade. A quinta potência que não consegue acabar com a corrupção e com a impunidade.
 Espero que a gente não venha a passar vergonha, afinal é muito dinheiro para garantir a segurança e o conforto de sua santidade. Homens das forças armadas brasileira estarão de prontidão para que nada aconteça com Francisco. Espero que estes mesmos que protegerão o Papa possam ainda garantir a tranquilidade do trabalhador que se vê refém dos bandidos Brasil a fora.
 Aqui, nesse país brilhante, todos os dias pessoas morrem em filas de hospitais públicos, hospitais com atendimento precário e falta de médicos, um caos. Sem falar na segurança que a cada dia parece piorar, violência, assaltos, assassinatos, latrocínios. Educação? Elevados índices de repetência e de abandono da escola no Brasil foram apontados em relatório da Unesco   SÃO PAULO - a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. 
 Nessas condições, não somos, e não estamos nem perto de ser esse "país maravilha" que por aí, dizem que somos. 
(Adaptação, feita por mim, ao texto de Elistênio Alves)

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