Logo eu que me assegurei que não mais me envolveria em complicações sem explicações, me permiti ser hipnotizada pelos encantos daqueles olhos. Ah, que olhos! Aqueles olhos claros e ao mesmo tempo, obscuros. Eles permitem-se serem evidentes e ao mesmo tempo, misteriosos. São estruturados por um misto de emoções antônimas, pariforme ao ser que os possuem. São brisas que passam por nós nos acariciando e acalmando-nos em um dia agitado, outrora são tempestades que nos arrancam qualquer vestígio de felicidade; Aqueles olhos, aqueles doces-salgados olhos podem ser também o Sol surgindo naquele dia de chuva em que já não tínhamos mais esperanças de poder sair de casa, mas os mesmos conseguem ser, quase que ao mesmo tempo, aquelas nuvens que impetuosamente trancam o céu e te impedem de pôr os pés na calçada; Pensas que estás livre dessas perplexidades de emoções que eles podem transmitir? Estás enganado, pois ainda que chegássemos a pensar que tudo estaria resolvido eles se tornariam milhões de estrelas brilhando na escuridão do céu, e, segundos depois, essas estrelas desapareceriam, dando lugar a uma ampla escuridão.
Logo eu que me assegurei que não mais me envolveria em explicações sem complicações, estou inteiramente envolvida com um poema difícil de se entender. Posso compara-lo também com uma equação cuja a reposta é uma incógnita. Mas ora, vejam só! Como se não bastasse as complicações das minhas bizarrices, arrumei alguém ainda mais bizarro do que eu.
Egyle Hannah/ 16 de agosto de 2013.
Nenhum comentário:
Postar um comentário