Vivo com tempo, vivo sem tempo, vivo com o tempo, vivo por um tempo. Me impressiono quando penso em meu tempo de criança quando dias passavam como semanas e o tempo não parecia ter fim. Me impressiono quando penso em meu tempo de "adulta" quando meses passam como dias e o tempo sempre está para ter fim. Tempo, te odeio e te amo e sei que é recíproco já que me demonstra seus mais terríveis sentimentos com a minha dor, a dor de se perder em seu tempo quem se ama, quem só ficou na doce lembrança de quem me jogastes para tão longe mas tu me amas a todo tempo em que me dar mais tempo aos meus amores aos meus momentos mas tu és ciumento tu não me larga, tu não me entregas a ninguém e me deixa só, perambulando por caminhos de seus ponteiros, me guiando pelo tic-tac de seus tempos.
Ó Deus tempo, só me entregas a tua mais sincera irmã do nada, quando o seu tempo já deveras esgotado me leva para o nada a utopia do silêncio e não serei mais guiada por seus ponteiros, aliás que ponteiros? Que tic-tacs? Que solidão? Não haverá mais nada, serei guiada, ouvida e acompanhada pelo nada. Mas tempo? quando tudo isso do nada ainda não tiver chegado, Como conviver somente ao seu tempo?
*Texto escrito e enviado por Monara Carla/ 17 de agosto de 2013.
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