E já dizia Cazuza "Escrevo para não falar sozinho", é bem verdade, as folhas do meu caderno as vezes ousam a me compreender melhor que as próprias paredes do meu quarto, acho que até ela as vezes me ignoram. Talvez seja meu conflito interno que confunde o mundo e até eu mesma me perco nesse emaranhado. Mas na verdade eu escrevo pra liberta a minha alma com palavras que não foram ditas por motivos estranhos e até mesmo cortantes. Em cada letra é como liberar o sorriso ou o choro sufocado, as palavras me alimentam e dão sustento ao meu corpo para que eu viva ou até mesmo sobreviva, dão a sensação de alivio que a água gelada dá no corpo após um dia extenuante, lava a fadiga a dor no peito e escorre pelo ralo.
- Bárbara Pessoa.

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