Vejo a vida por entre brechas, vislumbro bem mais do que teus olhos são capazes, mas nada mais do que os meus olhos ocultos merecem e podem enxergar. Diria que observa a vida de longe tem suas vantagens, eu não te perturbo e tu também não me perturbas, porém como nem tudo é feito de vantagens, pelas brechas só vejo sombras. Como distinguir o real do abstrato? Me sinto presa. Não conheço o mundo. Grito, grito e grito por alguém, alguém forte, realmente forte de corpo e de alma, alguém que não seja projeção, alguém que seja carne e ossos...Parece ironia mas as vezes acho até que posso ser um dos prisioneiro no qual o Platão se refere no mito "Alegoria da caverna", e se eu for? Que alguém me ajude e me liberte, mas tenho medo já que isso é apenas o que eu conheço...Vejo uma sobra a se aproximar, se dissipou, e a janela foi aberta. Socorro estou cega!
Agora tudo está mais claro, as ideias se estabeleceram, agora vejo com os olhos do rosto e não só com os da mente.
Ainda que enxerguemos com os olhos e não com a mente, há coisas que apenas alguém que conhece os truques do subconsciente podem ver. Ainda temos sorte, se é que tal coisa existe.
ResponderExcluirÓtimo texto.