Como se estivesse presa em um labirinto, dou saltos para ver o outro lado do muro, tão altos e tão belos que são dignos de uma apresentação clássica de balé. Mas tudo isso é vão, quanto mais me elevo, mais me afundo. Pareço estar no meio de um espetáculo do lago dos cisnes que, como sempre, esqueceram de me avisar o porquê de eu estar aqui. Acho que precisarei me afogar para poder acordar e viver a realidade.
Queria sentir a paz em meu peito dançando junto com minha solidão, mas diante de mim surge uma platéia repleta de expectativas. Eu não posso errar. Eu não posso chorar.
Egyle Hannah/ 23 de junho de 2014
Nenhum comentário:
Postar um comentário