segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Fragmento indefinido.

Hoje, o desejo me cai como um sorriso.
Um sorriso encantador, eu diria.
Não sei se devo lutar contra as minhas paixões, e nem sei se, como diria o velho Chico "serei eu meramente mais um personagem efêmero da sua trama" e completa dizendo que "talvez nem me queira bem, porém faz um bem que ninguém me faz". Penso nesses versos e afirmo para mim: nada disso me importa agora.
Nada disso precisa nos atormentar agora, menina... não nesse momento em que me encontro sentada derramando incertezas nesse papel.
Vem! Eu te prometo aconchego em meus braços, um café e um cafuné. Nem que seja por um dia: transborde-me, que eu dispo a minha alma para você poder entrar. Mas lembre-se: aqui, sou eu quem decido se me deixo ganhar. Se me permito te ganhar e me perder.
Abrace-me, se perca em mim, que eu tento, através do vidro embaçado do seu óculos, me achar em ti.
E enquanto você me afirma que não deve, eu te peço: me leve. Me faça ser leve.

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