e cada gota que caía era um estardalhaço:
um berro: um grito...
Cada gota que escorria no chão era uma palavra falada:
uma palavra jogada, cansada de ficar presa na garganta, e
por fim, cuspida.
Chuva ácida, sobressaltada, afiada feito uma navalha.
Ao olhar ela passar, percebi o seu fim em um bueiro e conclui
que cada correnteza que passara por mim não era nada mais que
devaneios de quem um dia acreditou no amor.
Egyle Hannah/ 06 de julho de 2014
Nenhum comentário:
Postar um comentário